Mototaxi aqui não

Nosso setor está passando por profundas transformações e como sempre nós empresários estamos assistindo tudo de camarote, não estamos participando das discussões e dos debates. Estamos assistindo ao filme e dançando conforme a música.
Quem já não viu aquela famosa cena na qual um barco e seus tripulantes enfrentam uma tempestade em alto mar? O mar enfurecido e as ondas gigantes invadindo o convés?
Pois então, imaginem que o barco é o nosso setor e nós empresários somos os tripulantes. Estamos passando por uma tempestade das grandes, alguns tripulantes foram levados pelas ondas e nosso barco já não é mais o mesmo. Tivemos tripulantes que foram levados pela onda “concorrência desleal”, outros pela “extinção do piso alternativo”, outros ainda pela “mudança do sistema de horas para quilómetros”.
Mas o pior ainda está por vir, pois há uma onda no horizonte começando a se formar e crescendo cada vez mais. Acho que por essa onda não iremos passar. A onda do mototaxi parece ser grande e pesada, e nosso barco irá naufragar.
Hoje existe um impasse na Câmara, não se sabe se proíbe o mototaxi na cidade de São Paulo, ou se se restringe a sua circulação no centro expandido.
Não podemos nos desgastar com essa discussão por dois motivos. Primeiro, o motofrete ainda não está regulamentado, aliais está, mas não é devidamente fiscalizado pelos órgãos competentes por falta de contingente. Segundo, não adianta a cidade de São Paulo proibir o mototaxi e as cidades vizinhas como Osasco e Guarulhos regulamentarem essa profissão, pois será impossível evitar que empresas dessas cidades prestem serviços em São Paulo. O mesmo se aplica a Osasco, que pode proibir o mototaxi, mas a cidade de Barueri pode regulamentar e assim por diante.
Não somos contra o mototaxi, muito pelo contrário, nas cidades onde já existe o mototaxi, deve-se regulamentá-lo, pois a regulamentação trará benefícios a todos.
Iremos cobrar bom senso dos nossos governantes.
Antes de criar o problema mototaxi, devemos solucionar o problema motofrete.Temos que assumir o comando do barco e enfrentar a tempestade.

Fabricio Moreira Gomiero
Diretor da AEMFESP

Postagens mais visitadas deste blog