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Motoqueiros investem em criatividade para se proteger do Sol

Manga já virou ferramenta de trabalho indispensável para os que precisam ficar expostos ao sol durante todo o dia

Até parece moda, mas não é. A nova onda que está fazendo a cabeça, quer dizer, os braços dos motoqueiros de Maceió sequer tem nome. Alguns chamam de manga, outros não sabem nem como chamar, mas todos concordam em um ponto: o acessório ajuda a proteger os braços dos motoboys, sempre tão expostos, das queimaduras provocadas pelos raios do Sol. É uma espécie de faixa preta, que é usada na extensão dos braços, geralmente feita de lycra.Para Ederaldo Mota da Silva, de 28 anos, que há quatro trabalha como motoboy no horário comercial, o acessório já se tornou ferramenta indispensável de trabalho. “Não saio de casa sem ele. É um ótimo acessório para proteger os braços dos raios solares. Uso há apenas dois meses, mas já percebi a diferença”, conta o motoqueiro que alegou não dispensar também o uso de protetor solar.Cleverton dos Santos, de 29 anos, já colocou nome na nova ferramenta de trabalho: ‘manga’. Ele, que há seis anos trabalha em cima de uma moto, no horário em que o Sol é mais intenso, explica que a ‘manga’ é confortável e que tem surtido bastante efeito. “Antes eu usava protetor solar, mas temos que retocar a cada duas horas, principalmente porque suspiramos muito, e não temos tempo para lavar os braços e retocar o protetor”, disse Cleverton alegando que, a princípio, estranhou seus companheiros de trabalho usando “Antes eu achava que era uma blusa e imaginei que fizesse muito calor, mas um colega de trabalho me mostrou e eu pedi para confeccionar uma para mim”, concluiu.Palavra de quem entendePara o dermatologista Dr. Roberto Granja, a invenção, seja lá de quem for, é bastante interessante e eficiente. O especialista informou que a eficácia do acessório poderia ser melhor, se fosse feito de um tecido mais compacto e de cores mais claras, mas salientou que, toda e qualquer ferramenta que proteja a pele dos raios solares nocivos (UVA e UVB) é sempre bem vinda.


Dermatologista explica os efeitos causados pelos raios solares na pele, e dá dicas de proteção (Foto: Porllanne Santos)

“Apesar de o preto ser uma cor que absorve temperatura e quase não apresenta reflexo, qualquer tentativa de anteparo é importantíssima, visto que o dano causado à pele, devido à exposição solar, é diretamente proporcional ao tempo e ao horário em que o indivíduo se exibe ao sol, que no caso dos motoboys, é um tempo prolongado”, explicou.Roberto Granja contou que mais de 80% das pessoas, com idade acima de quarenta anos, que procuram um dermatologista, apresentam algum tipo de dermatose solar. “As consequências pela exposição prolongada ao sol, sem nenhum tipo de proteção, só aparecem cerca de dez a vinte anos depois e, neste estágio, os problemas já são irreversíveis”, disse.O especialista explicou ainda que as pessoas que trabalham se expondo ao sol geralmente apresentam algum tipo de dermatose solar crônica, com tendências a evolução do problema no futuro. Tudo isso porque, segundo o dermatologista, os raios solares causam desestruturação e modificação em estruturas nobres da pele, como o DNA celular, organelas, e principalmente o colágeno, causando uma atrofia celular ou formação de lesões definitivas que podem resultar no câncer de pele.Roberto Granja afirmou que os raios ultravioletas, tipo A, B e C são os maiores causadores das dermatoses solares, sendo o tipo B, o mais nocivo, que incide sobre a Terra com mais intensidade e maior ação lesiva, das 10h às 14h. Para as pessoas que não querem perder o verão e a cor brasileira sem descuidar da pele, o dermatologista alertou: uso de protetor solar é obrigatório durante todo o dia. “É indispensável o uso de protetor solar, e evitar a exposição no período mais crítico. E se a vontade é manter o bronzeado, é recomendável que a exposição ao Sol seja em um tempo mais curto, meia hora, no máximo e fora do horário de risco, e mais vezes por semana” – finalizou

Gazetaweb - com Porllanne Santos