São Paulo tenta enquadrar motoboys de novo

A Prefeitura de São Paulo prepara um novo pacote de medidas para tentar padronizar o serviço dos motoboys. A iniciativa prevê que a atividade só poderá ser executada por motos na cor branca e com placas vermelhas. É o mesmo modelo adotado pelos táxis.

Ontem, durante debate sobre os impactos do trânsito, organizado pela rádio Sulamérica Trânsito, o secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes, informou que a padronização do motofrete será feita por meio de um projeto de lei que será enviado à Câmara Municipal nas próximas semanas. “Conversamos com o sindicato dos motoboys e já acertamos os detalhes da padronização”, explicou o secretário.

Moraes diz que o projeto vai exigir que os veículos para o motofrete já saiam de fábrica na cor branca, o que vai facilitar a adoção da nova regra. “Estudos indicam que a moto branca é vista a uma distância muito maior. Isso pode resultar numa redução do número de acidentes”, diz Alexandre de Moraes. A cada dia, acidentes com motos provocam 1,7 mortes em São Paulo.

Para facilitar a compra das novas motos, a prefeitura também vai intermediar a captação do financiamento para as empresas do setor junto ao BNDES. Além da cor, o projeto vai exigir um modelo único de colete e de capacete. As medidas já haviam sido exigidas por meio de portarias publicadas entre 2006 e 2009, mas nunca foram cumpridas.

Davi Franzon, do Metro

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