Empresa de motofrete prevê demanda maior

Empresas prestadoras de serviço de motofrete - entrega e coleta de pequenas cargas por meio de motocicletas - da cidade de São Paulo, preveem aumento na demanda do serviço com a aprovação pelo Senado, no último dia 8, do projeto de lei que regulamenta as profissões de motoboy, mototaxista e motofrete. Para a lei entrar em vigor, o projeto precisa ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O diretor da Associação dos Empresários de Motofrete do Estado de São Paulo (Aemfesp), Fabrício Moreira Gomiero, afirma que a Lei deve padronizar e aumentar a fiscalização dos serviços prestados, aumentando a confiabilidade dos clientes na qualidade do serviço prestado pelo setor."

A lei é benéfica para as empresas de motofrete, pois vai ter conscientização e maior fiscalização. Hoje tem a lei municipal e só empresas da cidade de São Paulo seguem. Como a lei é federal, vai fazer com que todos os estados a sigam, havendo uma padronização do serviço", explicou Fabrício.

A Lei exige que o condutor tenha idade mínima de 21 anos para exercer as profissões e tenha habilitação de motocicletas há mais de dois anos.

O presidente da Aemfesp disse que, atualmente, muitas empresas do setor atuam de forma irregular, e que possuem curto período de existência. A lei, portanto, deve ser um "divisor de águas para manter só as empresas que atuam com profissionalismo e há mais tempo", afirma.

O diretor comercial da empresa Express Doc - que possui 40 motociclistas - Jorge Gomes, acredita que a regulamentação da profissão de motoboy é favorável aos empresários do setor e pode aumentar o serviço de motofrete. "A lei dá sustentabilidade a confiabilidade do serviço prestado.

Hoje empresas de motofrete fazem entrega de equipamentos, celulares, notebooks e bens acima de R$ 300, R$ 400, coisa que antigamente era mais difícil".Rodrigo Barral, da empresa Rae Express, que atua com cerca de 300 motocicletas, diz. "Esta nova situação é bastante válida para só permanecerem no ramo empresas sérias, e faz com que as companhias que atuam de forma irregular se profissionalizem".

O presidente da Federação dos Mototaxistas e Motofretistas do Brasil (Fenamoto), Robson Alves, afirmou que o Estado de São Paulo possui 250 mil motofretistas, sendo cerca de 160 mil só na capital. Ele estima que com a regulamentação haja um crescimento de 25% no serviço de motofrete. "São Paulo não vive sem o serviço de motofrete, são quase 1 milhão de entregas por dia".

Mototáxi

O vereador Ricardo Teixeira (PSDB) apresentará um projeto de lei - mediante sanção do presidente Lula do projeto de lei que regulamenta a profissão - que autoriza o transporte de pessoas por mototáxis no município de São Paulo. O projeto mantém a proibição da atividade no centro expandido da cidade.Ricardo Teixeira afirma que o projeto é importante para auxiliar o transporte de pessoas na cidade em áreas periféricas do município, onde o transporte coletivo é insuficiente. "Eu estou propondo o serviço de mototáxi na periferia, para apoiar o transporte coletivo em bairros"O projeto de lei aprovado pelo Senado define que caberá às câmaras dos vereadores de cada município permitir ou não a atividade do mototaxista.O presidente da Fenamoto disse que o serviço de mototáxi na cidade de São Paulo é incipiente. "O serviço de mototáxi em São Paulo é pequeno e acontece nos bairros periféricos. O número de mototaxistas não passa de 5 mil, mas com a regulamentação deve ter acréscimo de 100%".

Entrevista concedida ao jornal DCI em 16 de Julho de 2009

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