Fiscalização sim, fiscalização não

Existem 42 agentes da CET e 23 policiais militares da CPTran, divididos em dois turnos, multando os motociclistas que circulam pela pista expressa da Margina Tietê.
Essa iniciativa da prefeitura de São Paulo resultou na redução do nº de acidentes com motocicletas em 66%, segundo a CET.
Se esses agentes e policiais fossem direcionados para fiscalizarem as leis 12.009 e 14.491 e a resolução 219, que regulamentam a profissão dos motoboys, a redução do nº de acidentes seria ainda maior.
Se essa fiscalização acontecesse na região central da cidade, uma grande quantidade de motoboys, de todos os cantos da cidade, se veriam obrigados a se regulamentar ou deixar a profissão.
Na primeira hipótese teríamos um profissional(motoboy) mais treinado e conhecedor das leis de trânsito, com uma motocicleta vistoriada e com equipamentos de segurança que melhorariam sua visibilidade entre outras melhorias. Na segunda hipótese, se não houver interesse do motoboy em se regulamentar, teremos menos uma moto circulando pela cidade.
Nas duas hipóteses haveria redução do nº de acidentes, só que na segunda hipótese a redução do nº de acidentes se daria pelo mesmo motivo que resultou a redução de acidentes na Marginal Tietê.
Essa fiscalização ainda traria melhoiras para o centro da cidade, pelo menos para o caos que existe nos bolsões de estacionamento, que estão longe de atender a demanda por vagas.

Por Fabricio Moreira Gomiero

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