Motofrete na mira da ‘Tolerância Zero’


Em apenas uma blitz da Operação Tolerância Zero, onze motofrentistas de Maringá foram multados em R$ 200 cada. O motivo é que esses profissionais ainda não haviam regularizado a situação junto à Secretaria dos Transportes (Setran), que esta semana trocou o discurso da orientação pelo da fiscalização.

O número de profissionais que já se regularizaram em Maringá ainda é muito baixo. "Considerando as duas categorias, foram feitos apenas uns 80 cadastros. Pelo número de profissionais que a gente estima trabalhar na cidade é pouco", afirma o diretor de fiscalização da Setran, Edson Luiz Pereira.

Entre mototaxistas e motofrentistas, a Setran acredita que possam haver mais de 1,5 mil profissionais nas ruas de Maringá. "Não acompanhei o fechamento do número de cadastros no fim da tarde de hoje (ontem), mas já foi possível perce ber que a procura aumentou após as primeiras autuações", considera.

Para o Sindicato dos Mototaxistas e Motoentregadores de Maringá (Sindimotos), a fiscalização é importante e deve ser feita com rigor.

"Apoiamos a fiscalização. Para quem quer trabalhar na legalidade o caminho é este. O que não podemos admitir é termos 60 profissionais cumprindo a lei e outras centenas atuando na ilegalidade", avalia o presidente do Sindimotos, Mauro Afonso Garcia.

Em relação específica ao motofrentista, o Sindimotos vai pedir ao Ministério Público do Trabalho que cobre o apoio das empresas aos funcionários que trabalham com as entregas.

"Muitas empresas deixaram a incumbência da regulamentação aos funcionários, mas defendemos que os empresários precisam ajudar com os equipamentos e com o seguro de vida. O caminho é regularizar", considera.

Fonte: Murilo Gatti odiario.com

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