Lei do Motofrete deve acabar com o delivery


Em Sorocaba, existem cerca de 4.500 motofretistas, apenas 7% fizeram o curso de capacitação e nem todos adequaram as motocicletas, conforme prevê a Lei Federal 12.009/2009, que entra em vigor neste sábado. 

Quem não estiver encaixado na determinação não poderá trabalhar com entregas. Assim, os empresários, principalmente do ramo de alimentação que mais dependente do delivery, afirmam que a profissão de motoboy, como também são conhecidos os motofretistas, deve acabar.

Para tentar chegarem a um consenso, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Sorocaba promoveu ontem uma reunião com os empresários do setor. A solicitação é que a lei não seja regulamentada para os motofretistas do ramo alimentício. “Por exemplo, é exigido o baú para que o motociclista não se desequilibre, mas o alimento vai chegar ao cliente deformado e a mochila não faz o motoqueiro perder o equilíbrio”, diz o presidente do sindicato, Antônio Francisco Gonçalves.

Os empresários calcularam e chegaram a conclusão de que o valor do serviço teria de ser reajustado e o repasse ao consumidor seria de 200%.

 Com a  moto, a entrega demora até 40 minutos; com o carro, o tempo dobra, desfavorecendo o delivery.
Extinção / Sérgio Renato Monteiro, 48 anos, proprietário de restaurante, teve de demitir um dos  motoboys. O outro ficou como motorista e entrega marmitex de carro. “Não compensa, sai caro. Estou vendendo o carro, pois vou encerrar o serviço de entrega. Meu faturamento teve queda de 30%.”

Já o motorista Pedro Augusto Santos, 22, afirma que não fez o curso e não adaptou a moto por questões financeiras. “Um baú que custava R$ 200, por causa da  lei agora sai por R$ 600. Não dá.”
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