Sebrae mira sobrevivência de pequenas empresas até 2017


O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) afirma que, em vista do baixo crescimento econômico do País nos próximos dois anos, irá concentrar mais esforços para manter vivas as micro e pequenas empresas do estado.
"Estamos desenvolvendo programas com o objetivo de preparar as empresas para um momento de desaceleração da economia em 2015 e 2016", informou o diretor técnico do Sebrae-SP, Ivan Husni, durante encontro na Cámara Oficial Española de Comercio en Brasil, em São Paulo. "Na nossa avaliação, não se trata de uma crise econômica. Mas de uma desconfiança dos empresários, que leva a uma economia mais retraída", complementa.
Husni explica que a maneira do Sebrae atuar de forma mais defensiva é ajudando os micro e pequenos empreendedores a elaborarem melhor um plano de gestão. Para ele, essa é uma das principais dificuldades das MPEs.
"Cerca de 90% dos empreendedores que atendemos misturam as suas contas pessoais com as contas das empresas. Então, quando fazemos o atendimento às micro e pequenas, essa é a primeira coisa que ajustamos, pois faz uma diferença muito grande no empreendimento", exemplifica o diretor do Sebrae.
Equilíbrio de contas
Para manter as MPEs em funcionamento, o Sebrae está desenvolvendo programas para ensinar o microempreendedor a equilibrar suas contas. "Uma empresa sobrevive com receita menos a sua despesa. E se essa gestão não for bem refinada, o risco de mortalidade é muito grande. Portanto, vamos desenvolver ferramentas para as empresas melhorarem a sua gestão", diz.
O Sebrae espera retomada da economia e menor endividamento das empresas em 2017 e 2018. "Além disso, os consumidores devem passar a compram melhor", afirma.
Para depois de 2016, a instituição diz que deve investir em programa de fomento à produtividade e inovação.
O diretor do Sebrae diz que o fomento à exportação é outra saída para as empresas nos próximos dois anos. "A exportação é um caminho, mas é preciso melhorar capacidade de produzir valor agregado".
De acordo com o Sebrae, as pequenas representam 62% do total de empresas exportadoras. No entanto, o seu volume de negócios é de apenas 1% do total. São 11,5 mil empresas responsáveis por uma receita de US$ 2,2 bilhões.
Cerca de 24% delas são atacadistas e 10,5% produtoras de máquinas e equipamentos.
Acesso ao crédito
O diretor técnico do Sebrae lembra sobre o problema da falta de crédito às MPEs. "Hoje a única linha facilitada que temos é o microcrédito, mas que é desproporcional a real necessidade", afirma Husni. "O setor financeiro ainda tem um pé atrás com liberação de crédito. Isso precisa mudar. Existe um decreto federal que diz que o micro e pequeno e empreendedor quando se formaliza, já tem acesso ao microcrédito, mas, na prática, sabemos que para conseguir o benefício, a empresa tem que ter algum tempo de existência", finaliza.

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